Saiba as diferenças entre as vacinas contra a Covid-19 no Brasil   

Saiba as diferenças entre as vacinas contra a Covid-19 no Brasil  

 

A vacinação contra o coronavírus no Brasil se iniciou em janeiro deste ano e ainda gera muitas dúvidas nas pessoas. Qual seria o melhor imunizante, o nível de eficácia e a segurança de cada vacina são alguns dos principais questionamentos.

Neste artigo, iremos tratar justamente sobre as características das vacinas regulamentadas atualmente no Brasil para combater o Sars-CoV-2.

 

Algumas dúvidas frequentes sobre as vacinas

A segurança das vacinas é, de fato, um tema que gera bastante interesse em todos. É importante lembrarmos que todos os imunizantes disponíveis no país passaram por testes clínicos observados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Acerca da eficácia, existe um nível mínimo exigido por esses órgãos reguladores, que é de 50%. Esse número pode, no entanto, variar de acordo com fatores tais como: idade, histórico de doenças crônicas dos infectados, entre outros.

Outra pergunta comum que as pessoas fazem é sobre a duração da imunidade que as vacinas proporcionam. Nesse caso, ainda não existem dados seguros o suficiente para sabermos sobre o período de proteção. No entanto a aplicação das vacinas está sendo acompanhada por estudos que poderão nos dizer a necessidade de haver ou não novas aplicações.

Vejamos, agora, quais são as vacinas aplicadas atualmente no Brasil e quais são as suas características.

 

CoronaVac

Essa vacina foi a primeira a ser aprovada no país e é resultado de uma parceria de transferência tecnológica com a China.

Produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, a CoronaVac é composta pelo vírus inativo cultivado.

Ao ser aplicado, o imunizante gera uma reação do nosso sistema imunológico, que ativa os linfócitos, produzindo os anticorpos protetores.

A eficácia geral do imunizante é de 50,38%. No entanto os dados iniciais informaram que a CoronaVac oferece 100% de proteção contra o adoecimento grave e previne em 78% os casos leves.

 

Oxford/AstraZeneca

O imunizante foi criado no Reino Unido, em uma parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.

Registrada em 12 de março no Brasil, a vacina é feita com a tecnologia do vetor viral não replicante pela Fiocruz. O adenovírus presente na vacina produz uma proteína do coronavírus, a espícula, que provoca a reação imunológica do nosso organismo.

De acordo com os estudos dos cientistas, esse imunizante possui uma eficácia média de 70%. Segundo a empresa fabricante, a vacina tem 79% de eficácia contra a manifestação aguda da Covid-19 e evita em 100% a necessidade de internações graves.

 

Pfizer/BioNTech

 

Essa vacina foi aprovada no Brasil em fevereiro e possui uma tecnologia diferenciada em relação às demais.

O imunizante utiliza a tecnologia do mRNA ou RNA-mensageiro. Diferentemente das outras duas vacinas, que cultivam o vírus em laboratório, este imunizante é produzido por uma replicação de RNA. Este imita a proteína spike, que auxilia o coronavírus a invadir as nossas células, e provoca a ação do sistema imunológico.

De acordo com a Pfizer, a vacina possui uma eficácia de 95%. Outros estudos afirmaram que o imunizante reduz em 97% os casos sintomáticos e em 86% as infecções assintomáticas.

 

Janssen

Aprovada para uso emergencial em março pela Anvisa, a vacina é produzida pela divisão farmacêutica da empresa Johnson & Johnson.

O imunizante funciona a partir da tecnologia do vetor viral. Ou seja, ele contém o vírus enfraquecido, que carrega os genes do coronavírus e ativa as respostas do nosso sistema imunológico. O método é semelhante ao da vacina AstraZeneca.

A principal diferença dessa vacina para as demais é a sua aplicação, em apenas uma dose. Os estudos da empresa comprovaram a maior eficácia do imunizante com a aplicação única. Não se sabe, ao certo, qual é a distinção no seu método de produção por ser um segredo industrial.

No Brasil, foi estimado que a vacina possui 68% de eficácia. De acordo com a OMS, a dose única oferece 66,9% de proteção contra infecções sintomáticas. Ela ainda apresenta 76,7% de eficácia contra a forma aguda e morte após 14 dias de aplicação e de 85,4% após 28 dias.

 

Essas são as características e diferenças das vacinas contra a Covid-19 no Brasil até o momento. É importante lembrarmos que todas as vacinas foram testadas antes de serem aprovadas. A imunização é a melhor forma de nos protegermos da Covid-19!

Não se esqueça de seguir os protocolos de segurança e de se vacinar quando a sua hora chegar. E, sempre que precisar, pode contar com o Laboratório Júlio Vargas!